Área dos Poemas
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Principais Poemas

Promessa de Cinzas
Viemos aqui para morrer,
Em uma guerra sem fim e sem sentido.
Tantos caíram ao meu lado,
Mas você, Haruno, me deixou sem chão,
E a dor, essa dor… não tem explicação.
Eu vi os rostos deles, A última expressão, o último suspiro. E eu, aqui, vivo para fazer o quê? Para lutar? Para seguir? Por que estamos aqui? Por que fomos usados assim? Você partiu, meu melhor amigo, E eu não posso entender. Mas não vou deixar que isso se acabe assim, Não vou deixar que suas mortes sejam em vão. Eu juro, Haruno, juro que realizarei nosso sonho. A fumaça me envolve, os gritos ainda ecoam, Mas no meu peito, uma chama arde. Eu não sou um herói, Mas vou lutar como se fosse, Vou ser forte, muito mais forte, E, no fim, será por vocês que eu lutarei. Se eu falhar, que seja no campo de batalha, Com a espada na mão e a promessa no coração. Mas eu vou seguir, mesmo que seja sozinho, E a guerra, a guerra será lembrada. Porque não fomos apenas peões em um jogo perdido. Eu sei que, onde você estiver, Haruno, Vai estar me observando. E cada golpe que eu der, será por você, Por todos que caíram, por todos que ficaram. Eu irei até o fim, com o peso de tudo o que perdi. Essa batalha não será esquecida. E, mesmo que morra tentando, Eu juro… Vou ser o herói que o mundo precisa.
- Kazuki Nakazawa

Chamas do Sofrimento
Entre o fogo e as cinzas, eu caminho,
Cercado por ecos de gritos que não posso calar.
Cada golpe, uma memória; cada chama, um lamento,
A guerra não é vitória, mas o peso de continuar.
Meus olhos veem além das batalhas vencidas, Veem rostos perdidos nas sombras do passado. Carrego espadas, mas também cicatrizes, E uma máscara que oculta um coração despedaçado. O fogo que me cerca, quente e cruel, É minha arma, minha dor, minha prisão. Mas, às vezes, no brilho das estrelas no céu, Pergunto: Essa luta terá uma razão? Sonho com um futuro que nunca vi, Com campos verdes e um mundo em paz. Mas o que sou além do fogo em mim? Além das cinzas do que ficou para trás? Guerreiro solitário, o lobo que uiva, Não por glória, mas pela dor que perdura. A guerra me molda, mas não me define, Sou mais que a chama que a espada segura. Se a guerra é eterna, que minha luta também seja, Pois não descanso até a paz reinar. Mesmo que o fogo consuma o que resta, Eu caminho... sempre para lutar. E talvez... quando o fogo se apagar, meu eterno descanso possa chegar.
- Akihiro Tatsume

Amor de Borboletas
Não me conte apenas sobre o sangue em suas mãos,
nem sobre os nomes que a noite levou de você.
Antes de me mostrar suas cicatrizes como sentença,
deixe-me olhar para o que restou por trás delas,
pois até a flor mais pisoteada ainda se lembra
do céu que um dia a ensinou a nascer.
Eu não vim para pesar seus pecados como pedras sobre uma balança fria. Não vim para chamar de monstro aquele que esqueceu como ser humano. Vim para ouvir o silêncio que você esconde, a dor que virou lâmina, o medo que se vestiu de ódio, e a criança perdida que ainda chora em algum lugar dentro de sua escuridão. — Eu não preciso odiá-lo para detê-lo. — Não preciso matá-lo para vencer. Se minha mão se ergue em batalha, que ela seja muro, não carrasco. Se minha luz tocar sua sombra, que não seja para queimá-la, mas para lembrar-lhe que até a noite não existe sem ter conhecido o dia. Dizem que há almas irrecuperáveis, corações tão fundos no abismo que nem mesmo os deuses ousariam alcançá-los. Mas eu ainda estenderia a mão. Mesmo que meus dedos tremessem. Mesmo que o mundo inteiro gritasse que você não merece salvação. Porque ninguém é apenas o pior erro que cometeu. Ninguém nasce para ser eternamente ferida. Ninguém deveria carregar para sempre o nome que recebeu em seu momento mais escuro. Eu já vi demônios chorarem em silêncio, guerreiros temerem a própria espada, assassinos olharem para o amanhecer como quem descobre tarde demais que ainda queria viver. E se houver uma única lágrima sincera, um único arrependimento escondido, um único passo hesitante para fora da sombra, então eu acreditarei. Acreditarei mesmo sozinha. Acreditarei mesmo ferida. Acreditarei até que minha própria voz se torne a última ponte entre você e o perdão. Pois o amor que só abraça os puros não é amor, é escolha fácil. O amor que só acolhe os inocentes nunca conheceu o peso da misericórdia. Amar de verdade é olhar para a ruína e ainda procurar sementes sob as cinzas. Por isso, venha. Não como santo. Não como herói. Não como alguém livre de culpa. Venha apenas como alguém cansado de ser escravo do próprio ódio. Deixe sua espada no chão. Deixe sua ira descansar. Deixe que o mundo veja, por um instante, que até o pior dos demônios pode ajoelhar-se não por derrota, mas por desejo de recomeçar. E se ninguém quiser perdoá-lo hoje, eu ficarei aqui. Não para apagar o que você fez, mas para lembrá-lo do que ainda pode fazer. Porque enquanto houver arrependimento, haverá caminho. Enquanto houver caminho, haverá escolha. E enquanto houver escolha, por menor que seja, a luz ainda não desistiu de você.
- Yumiko
